Cory, seu sonho e seus cookies

Posted on nov 13, 2014

Você se lembra do que gostava de fazer quando tinha 10 anos? Provavelmente, de jogar bola, brincar de pique-esconde, soltar pipa, ir ao clube e por aí vai, não é? E se a gente perguntar se você já pensava no seu futuro nessa idade, você se lembra? Provavelmente, a resposta é não, estamos certas? Talvez porque você nunca tenha precisado parar para pensar nisso tão cedo. Ao contrário do Cory, esse garotinho incrível que vamos apresentar a você hoje.

Com apenas 10 anos, Cory Nieves é CEO e co-fundador de uma marca de cookies chamada Mr.Cory’s. De terno, gravata, sapato e um estilo imbatível, ele vende biscoitos a 1 dólar, no centro de Nova Jersey, nos Estados Unidos.

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Sua vontade de se tornar empreendedor surgiu há cinco anos, quando se mudou de Nova York para Nova Jersey, acompanhado de sua mãe. Cansado de esperar o ônibus para ir à escola, Cory sugeriu que começassem a vender biscoitos e chocolate quente para que pudessem comprar um carro.

Para incentivar o filho, a mãe concordou com a ideia, mas mal sabia ela do que viria pela frente. O sucesso foi tão grande que, hoje, a Mr. Cory’s conta com o apoio de uma cozinha industrial, oferece mais de uma dezena de tipos diferentes de cookies e chega a faturar US$ 1 mil por fim de semana. O vendedor? O próprio Cory, que sai pelas ruas do centro todo estiloso, carregando um carrinho de biscoitos. E ele explica o que torna os seus biscoitos tão especiais:

Eles são feitos com amor. E são naturais. E sem conservantes

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Em seu Instagram, Cory já tem mais de 30 mil fãs e o sonho de comprar o carro foi conquistado após participar de um programa de TV, em que ganhou US$ 10 mil e um veículo. Seu objetivo agora é fazer a empresa crescer para que possa um dia estudar na Universidade de Princeton e ter sua própria grife de roupas.

E que essa história sirva de exemplo para todos que querem realizar os seus sonhos, independente da idade!

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Fonte: hypeness

Ela está ali

Posted on nov 12, 2014

Mais um texto incrível da Ana Paula do blog Cookies & Words. Gostamos tanto de tudo o que ela escreve, que às vezes parece que os seus textos foram escritos pensando nos leitores do Agora Sim! Vale a pena estar sempre de olho na página dela!

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“Esperamos ser bem-sucedidos em determinado trabalho para acreditarmos que somos inteligentes. Esperamos que alguém nos ame para acreditarmos que somos especiais. Esperamos realizar seja lá o que for que estamos nos propondo a realizar para acreditarmos que somos capazes. Mas repito: se você não acreditar que a ilha está lá, as brumas não se dissipam. O que é a sua ilha de Avalon?” (Paula Abreu, criadora do programa Escolha Sua Vida).

Por muito tempo convivi com um tormento danado, daqueles que pesam na alma e nos impedem de sair do lugar: a descrença em mim mesma. Estranho pensar dessa maneira, mas eu tinha uma dificuldade imensa de enxergar a vida além da moldura da janela, como se tudo o que existisse lá fora (será que existia mesmo alguma coisa lá fora?) não fosse para mim. A minha ilha de Avalon estava oculta pelas muralhas que eu mesma tinha construído; paredes intransponíveis, porque eram feitas de todas as faltas que eu carregava comigo: de coragem, de otimismo, de confiança e de fé, sobretudo de fé, nas pessoas, na grandeza da vida, nas escolhas conscientes, nas leis sublimes do universo. Para mim, acreditar era uma questão subjetiva, abstrata e intangível; vaga como a noção de que existe algo além de nós mesmos, de que nós não podemos ser apenas os começos e os fins de tudo, acreditar era alguma coisa que as pessoas sempre diziam que a gente tinha que fazer, mas que quase ninguém fazia de verdade.

Exatamente por pensar assim, por ser do time daqueles que só acreditam vendo, meus olhos quase sem brilho, cegos pela ignorância, só conseguiam ver o que todos os outros viam. Os mesmos caminhos. As mesmas certezas vazias. Os mesmos valores e crenças limitantes que, desde sempre, foram lançados ao mundo como se fossem verdades absolutas. Eu não conseguia enxergar nada além do que aquela vida que eu tinha construído para mim, porque aquela vida era a reprodução exata da vida que os outros viviam; o jeito certo de fazer as coisas.

Mas que tola eu fui! Com o tempo e, sobretudo, com as pessoas que fui encontrando pelo caminho, gente de bem e de verdade, que torce junto, que sonha junto, que rema junto com a gente para o barco não virar, aprendi que existe, sim, uma ilha só minha, depois da imensidão do mar. A minha ilha de Avalon; o lugar que eu descobri bem dentro de mim, e que tem sido o meu porto seguro e a minha força, o meu chão e a minha coragem para continuar seguindo em frente, mesmo com todas as adversidades da vida.

Eu estava tão vidrada na moldura que simplesmente não via. E então, quando veio o entendimento de que eu precisava desesperadamente sair do lugar comum e ir mais além, derrubei os muros que me separavam da minha Avalon e resolvi seguir a travessia do desconhecido. Eu já não me importava mais com a opinião alheia. Que me tomassem por louca por acreditar em algo que eles ainda não podiam ver. Eu acreditava. Eu sabia que ela existia. Porque ali, naquele momento, eu já não esperava mais que me mostrassem um caminho. Eu já tinha encontrado o meu próprio caminho.

Olhos que enxergavam, pés que não temiam mais. Que as brumas se dissipem para você também. E que você possa ver, assim como eu, a sua ilha de Avalon.

Humildade acima de tudo

Posted on out 28, 2014

Humildade é tudo nessa vida não, é? Saber reconhecer os erros, pedir desculpas, não se achar melhor do que ninguém, ser simples e por aí vai. E essa animação fofa fala sobre isso de um jeito bem divertido!

 

A culpa não é dela

Posted on out 27, 2014

Há alguns meses, fomos convidadas para escrever um texto para ser publicado na revista da Dash Uniformes. E, até então, ele ainda não tinha sido compartilhado por aqui. E, como sabemos que esse primeiro dia da semana costuma ser ruim para muitas pessoas, resolvermos publicá-lo hoje. Será que você vai se ver nele?

Captura de tela 2014-10-27 às 13.17.46Foto: site Uol

A maioria das pessoas que conheço vive reclamando da segunda-feira. Não porque o fim de semana acabou, mas porque mais um dia de trabalho começou. Encontrar o emprego dos sonhos não é fácil. Para mais de 25% dos brasileiros, ele continua escondido. E, se esse for o seu caso, não se desespere. A maioria das pessoas que conheço também ainda não encontrou. Estão aí, defendendo o que não acreditam, fazendo o que não gostam e trabalhando sempre ligadas no piloto automático, só esperando pela chegada da sexta-feira. Mas o que talvez elas e você ainda não saibam é que, às vezes, assim como tentar, é preciso desistir. Assim como seguir, é preciso parar, chutar o balde, dar a cara a tapa mesmo. Eu sei, dá medo. Mas ao contrário do que muitos pensam, os corajosos também sentem medo. E isso não tem a menor importância. Achar que o incerto pode não dar certo faz parte. O que não dá é ficar perdendo um dia de vida em cada dia de trabalho. O que não pode é vender a sua própria paz para enriquecer os outros. Não tem nada melhor do que gostar e ter orgulho do que a gente faz, de seguir o nosso coração, mesmo que o mundo inteiro lá fora seja contra. Lembre-se de que ninguém, além de você, sabe mais sobre a sua felicidade e sobre o que vai te fazer levantar da cama todos os dias sorrindo. Mas também, ninguém, além de você, pode lutar pelos seus desejos. Por isso, é melhor agir logo para que eles aconteçam. O tempo está correndo e sua vida está com pressa. Defenda o seu direito de ser feliz. Não aceite sobreviver ao invés de viver. Amar o seu trabalho vai fazer com que você também ame a coitada da segunda-feira, que, afinal, nunca teve culpa de nada.

 

Geração dos insatisfeitos

Posted on out 22, 2014

Você se considera uma pessoa insatisfeita? Se sim, esse texto é pra você. Se não, com certeza conhece alguém que se encaixa nesse perfil, não é? Vale a pena dar uma lida para conferir.

Hoje eu quero falar com você, meu amigo e minha amiga, que sofre do mesmo problema que eu. Sabe aquele menino que sempre foi bem na escola e tinha tudo pra ser diretor de uma grande multinacional? Ou aquela menina que sempre tirava as melhores notas e era movida pela competitividade com os outros CDF da turma? Ah, e ainda os que sempre foram o orgulho da família, os que desenhavam bem desde sempre e, é claro, os que se gabam até hoje por ter aprendido a ler e a escrever antes dos 4 anos. Se até hoje você se sentiu exclusivo por qualquer um desses motivos, talvez eu tenha algo a lhe contar: você é mais comum do que imagina e pessoas como você existem aos montes por aí. Se isso parece ruim à primeira vista, vou ainda mais longe: pessoas como você – e como eu, muito prazer – estão sofrendo um mal quase irreparável e, pode confiar em mim, saber que existe mais gente como nós pode soar como um alívio.

Era bacana ser o melhor. Na sala de aula, dentro de campo, no recital de piano. A gente enchia o peito e agradecia, forjando uma timidez qualquer, aos elogios que brotavam a cada vez que mostrávamos nosso potencial pródigo e autodidata. Mas aí o tempo foi passando, a gente cresceu e precisou trilhar um rumo. Você escolheu o quê? Jornalismo ou Publicidade? Design ou Administração? Não importa o curso, ouso até generalizar que boa parte dos engenheiros e médicos também devam sofrer como nós. Foi a partir daí, da escolha de um futuro único diagnosticado pela universidade, que surgiu em nossa vida o tal mal quase irreparável: o medo de não dar certo. É o pânico em não realizar todo o planejado – por si e pelos outros – no auge dos seus vinte e poucos anos, é a crise por não saber qual caminho seguir, é o drama em ter que escolher a bicicleta ou o casamento, o mestrado ou a pós-graduação, o emprego com registro e rotina ou uma vida de freelancer repleta de altos e baixos.

Os dias se transformam em anos e, sentado no escritório lendo esse texto, prevejo que um diploma, um emprego e o aluguel em dia você já tem. Bacana demais estar, por este ângulo, longe dos 30 e já ser quem você é. Desesperador, de outra sorte, saber que os trinta chegam logo e que, poxa vida, ainda falta muito pra você chegar à metade de tudo que planejou até aqui.

Que tal decidir desabafar com seus melhores amigos? Garanto que você não consegue sequer dizer de onde provém toda a angústia aí de dentro, né? É difícil fazer com que as pessoas entendam que, durante toda sua vida, você sempre soube o que fez, mesmo sem ter noção do que fazia, e, de uma hora pra outra, acabou perdendo-se por completo sem saber onde ir e, o principal, sem saber onde quer chegar. Talvez seja melhor manter-se calado. Talvez não.

Sem querer recorrer aos conselhos de sempre dos – bons, que fique claro – amigos de sempre, ontem decidi ligar pra minha mãe. Tentei disfarçar o choro, mas ela me conhece melhor que qualquer um. Acho que passei meia hora falando, tentando transformar em palavra cada dor sentida e ela, é claro, ouviu atenta sílaba por sílaba despejada por mim. Tinha que ser minha mãe, não adiantava mais contar aos-e-com meus amigos. Disse, então, a ela: meus amigos me chamam de insatisfeito; falam que eu tenho o que quero, levo a vida dos sonhos, cheia de restaurantes, vinhos e sacolas cheias de histórias e desejos realizados. Mas você sabe que não é bem assim, mãe…

Aí parei de falar. O telefone ficou mudo por uns 3 segundos que pareceram 3 horas até ela pedir a palavra.

– Pronto? Posso?
– Fala, mãe.

Por fim, a aula, o banho de água fria e o colo de que eu tanto precisava. Que obrigação a gente tem, aos vinte e poucos anos, de ter uma vida bem-sucedida e completamente linear? Excetuando-se os funcionários públicos que galgaram o caminho da estabilidade, a vida é uma incógnita enorme não só aos vinte e poucos, mas aos trinta, quarenta e cinquenta e poucos anos também. Depois de ouvir todas as vezes em que minha mãe se reergueu e me lembrar de onde ela conseguiu chegar, depois de tantas palavras que faziam as vezes do abraço apertado que só ela consegue me dar e depois do choro secar, a gente se despediu e cumprimentei minha confiança outra vez.

Provavelmente eu não seja mais o melhor em tudo, ao menos aos olhos do mundo. Assim como faz algum tempo que parei de competir notas ou de pular lições do curso de piano por achar que já sabia o suficiente. Hoje eu aprendi que a gente tem licença poética eterna pra errar, que a gente tem a vida inteira pra dar certo e, o mais importante, que dar certo não quer dizer fazer o que a vida inteira você planejou.

Afinal de contas, muita gente aqui queria ser cantor, astronauta ou um dos Power Rangers. Se não deu certo, o tempo há de mostrar que você pode ser bom escrevendo poemas, dando cambalhotas no circo, liderando uma ONG, escrevendo livros de autoajuda ou sendo diretor de uma grande multinacional. A graça está no mistério, no medo, no frio na barriga. A graça é ver graça nas coisas e fazer da dúvida um motivo encorajador pra nunca desistir de descobrir, a cada dia, quem a gente é e o quão importantes somos pro mundo.

Ah, e seu mundo é você quem faz, tá? Nada de querer agradar a quem não luta e vibra pelo seu sucesso. Tá feliz vendendo picolé de fruta? Então passa lá em casa que, com as ideias fundindo e a cabeça a todo vapor, nada melhor que uma boa conversa e um refresco a quem também está procurando um lugar ao sol.

 

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/

Profissão: empreendedor

Posted on out 21, 2014

Recebemos esse texto da Patrícia, leitora do blog, e achamos muito interessante compartilhar por aqui. Ela trabalha como corretora de imóveis e está com planos (em andamento) de empreender nessa área com algo menos autônomo e mais empresarial. O texto tem ótimas dicas para quem também trabalha e quer investir no mercado imobiliário.

Profissão empreendedor: os caminhos e as experiências desse interessante negócio

Empreender no mercado imobiliário é muito mais que criar um interessante fundo de garantia personalizado. Muitas pessoas buscam nesse setor uma forma de transformar a vida e garantir uma aposentadoria. No entanto, é fundamental estar atento tanto aos riscos quanto aos benefícios da área.

Então, com o objetivo de esclarecer algumas dúvidas e derrubar alguns mitos sobre o assunto, vou começar definindo o termo “empreender”. De acordo com o dicionário Michaelis, empreender é tentar, realizar, pôr em execução, arriscar e tirar uma lição para toda a vida. Mais do que uma história que você vai contar para os seus filhos e netos: é fazer acontecer.

Vamos ser bem sinceros: quem tem imóveis em São Paulo, por exemplo, é rei. Já nas cidades menores, é garantia para futuros bons negócios. Mas, antes de realizar o sonho brasileiro da casa própria, é preciso um corretor de imóveis bem inserido no mercado. Antes disso, é preciso uma empresa compromissada em oferecer apenas bons frutos.

Agora estamos falando a mesma língua.

É buscando ser parcial nos negócios para garantir a felicidade de ambas as partes, o vendedor e o comprador, que também quero fazer parte desse mercado. Para isso, precisamos aliar estratégias, explorar possibilidades e trabalhar em conjunto em favor dos melhores resultados para todas as partes. Apenas com essas coisas em mente é que se torna possível avançar em direção às melhores oportunidades, garantindo bons negócios para todos os envolvidos nesse processo.

Assim, saí da comodidade, do salário garantido todo fim de mês e das facilidades da carteira assinada. Aceitei o desafio de ser mais uma para mostrar diferencial nessa terra de gigantes. Como a concorrência é acirrada, a necessidade de ter diferenciais é ainda mais forte. Nesse sentido, tudo faz a diferença: do modo como nos apresentamos até as palavras que utilizamos. Do início ao fim, é preciso ter foco e determinação para não desanimar diante das barreiras que podem surgir.

Para isso, precisei passar por algumas etapas:

Primeiro: aceitar esse desafio.

Segundo: acreditar no meu potencial de fazer mais pelos meus clientes. Encontrar omeu diferencial no mercado e acreditar nele.

Terceiro: calcular na ponta do lápis todas as contas para manter empresa de portas abertas nesses primeiros anos. E o que posso fazer para mantê-las abertas depois desses primeiros anos.

Quarto: continuar estudando e me envolver com as novidades do mercado. Estar sempre atualizado e buscar por qualificação. Não é porque estamos passando por uma bolha no setor imobiliário que os negócios irão mal. Na verdade, é mais uma oportunidade de mostrar serviço em épocas difíceis.

Quinto: dinamismo e bons relacionamentos, não apenas nas redes sociais. As pessoas são a parte mais importante de qualquer negócio. E devemos saber lidar com elas, sem sermos inconvenientes.

Último, mas que também pode ser considerado como o primeiro: fazer sempre o melhor, pela empresa, pelos clientes e por mim mesmo.

Com essas atitudes, resultados certeiros se tornam mais constantes nessa rotina.

Sabático, I love you

Posted on out 16, 2014

Quando era mais nova, ouvia falar muito de “período sabático” e confesso que não sabia o que isso significava. Tinha uma mínima noção de que se tratava de um curto período de tempo. Mas onde, fazendo o que, com quem?

Nunca tinha parado pra pensar se realmente as pessoas precisam de um período sabático porque, até então, eu nunca tinha sentido na pele, como dizem. Já tinha escutado casos e mais casos de amigos que passaram por isso, mas acho que, a partir do momento em que você vivencia a coisa, pode dar a sua opinião.

Resolvi viver o meu período sabático quando o meu corpo já não me suportava mais. Sim, tem horas que o nosso próprio corpo não nos suporta e começa a dar sinais de que precisa “sair”. Sair de perto de tudo e, às vezes, até de todos.

Falando assim parece fácil, obedecer o que ele pede, levantar da cadeira e ir embora. Mas, quero que fique bem claro que não é simples. Não foi fácil pra mim. Relutei, várias vezes, em dar o meu grito de liberdade. Cheguei, várias vezes, a dar os primeiros passos em direção ao “meu tempo”, mas as minhas contas a pagar, o medo, a saudade da família, a insegurança e incerteza me puxavam de volta. E assim foi, durante muitos meses.

Até que o meio do ano chegou e, com ele, uma vontade louca de melhorar o meu inglês. Longe. De tudo, de quase todos. Hoje, vejo que o inglês foi a desculpa que dei para libertar o meu corpo de tudo o que ele precisava. E acho que todo mundo acaba arrumando uma razão diferente pra viver esse período fora. Mas tenho que agradecer: “Thanks, my dear English. You rock!”

Em um dia do final de junho, saí da minha mesa de trabalho e, quando voltei, já estava sentada de outro jeito diante do computador, fechando tudo para o meu primeiro encontro com o meu sabático. Mas, de novo, quero que fique claro que não foi fácil. Essa foi a segunda vez que pedi demissão e foi tão difícil quanto a primeira. As pernas tremiam, o coração acelerava, a voz falhava e a cabeça pilhava de dúvidas. Mas, no meio de tantas incertezas, a certeza de que aquilo precisava ser feito. Por mim, pela minha felicidade, pela minha vida.

E, no começo de julho, esse tempo longe já tinha data pra começar e lugar pra se instalar. O destino? Desculpe o termo, mas ouvi de um amigo que escolhi uma cidade “filha da p***” pra morar. E, desculpe de novo, tenho que concordar com ele. De mala, cuia e namorado, cheguei em Nova York no dia 23 de julho, à tarde.

 

E, assim como quase todos que aparecem por lá pela primeira vez, deixei minhas malas e fui conhecer a dita cuja Times Square. A primeira decepção do meu período sabático. Jamais indicaria para um amigo, que nunca foi à NY, a Times Square no primeiro dia da viagem. Não sei explicar direito o que senti quando a noite chegava e meus olhos refletiam as luzes daqueles prédios enormes. E, olha que sou publicitária e deveria amar aquele tanto de propaganda piscando diante de mim. Mas, não. Detestei. Fiquei assustada com o tanto de gente que vi, andando com pressa de um lado pro outro. Me assustaram também os arranha-céus, a quantidade de lojas, de coisas espalhadas pelas ruas, aquela confusão toda. (Quem conhece sabe). A sensação era de que o mundo ia me engolir ali. Eu queria gritar, correr, voltar pra casa e, por algumas horas, cheguei a pensar: “acho que errei na escolha da cidade.”

Depois do susto, voltei pro apartamento e dormi, desejando que um novo dia começasse e com a esperança de que as coisas iam melhorar, que tinha sido apenas um susto. E, graças a Deus, foi. Na manhã seguinte, fui apresentada ao Central Park que, como num passe de mágica, apagou da minha memória todas as luzes da Times Square.

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CP

Agora Sim! Aquilo sim era NY. Aquilo sim fazia parte do meu tempo fora. Aquilo sim poderia me engolir, se quisesse. E, aos poucos, fui conhecendo a cidade filha da p***. O melhor lugar que poderia ter escolhido para viver o que vivi nesses quase três meses.

A minha vontade nesse momento é de começar a escrever sobre todas as paixões que tive por lá, mas vai ter que ficar para um próximo texto, porque se eu parar pra falar sobre isso aqui, pode virar um livro. NY foi como uma professora muito boa pra mim, daquelas que te ensina coisas que você leva pro resto da vida.

Agora, de volta à realidade, tudo que quero é seguir em frente e tentar tirar do papel todas as ideias que brotaram na minha cabeça, durante esse tempo. E, me desculpe, período sabático. Se antes eu não sabia o que você significava, hoje tenho a certeza de que é essencial pra mim.

Ah, e se alguém me perguntar se me arrependo de alguma coisa, a resposta é sim. Arrependo de não ter trazido na mala aquela famosa camiseta

“I (love) NY.”

Ps: Não poderia deixar de agradecer à equipe da agência Greentours , em especial à Vanessa, que tanto me ajudou a organizar esse sonho. Para quem quiser o contato deles é: 31 3311-8585. E super recomendo também a escola que eles me indicaram, a EC: www.ecenglish.com

 

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Fazendo o que você ama

Posted on out 15, 2014

O texto de hoje foi escrito pela Tara Mullarkey, do site Mind Body Green, e traduzido e adaptado pelo psicólogo Eduardo Drummond. Ele fala um pouco sobre a experiência vivenciada por Tara e traz umas dicas bem interessantes para você, que também está pretendendo mudar de trabalho, de vida, mas não sabe por onde começar.

“É doloroso ficar sentado atrás de uma mesa de escritório quando a sua alma apenas deseja fazer algo criativo, que tenha significado e seja emocionante. Quando você anseia para usar seus talentos e experiências para fazer o bem no mundo e ser pago para fazê-lo bem.

A boa notícia é que isso é possível. Não é apenas possível, mas necessário para a sua felicidade.

Cinco anos atrás, eu estava sentada de terninho e salto alto atrás de uma mesa de trabalho na área corporativa de um banco em Nova York. Eu desejava fugir, viajar pelo mundo, e ajudar as pessoas ao longo do caminho. Foi o que eu fiz e agora que criei o meu próprio negócio, vivo em Tulum, no México. Minha paixão é ajudar você a fazer o mesmo.

1 – O que você gosta de fazer e que assuntos lhe interessam?

Eu sei, eu sei. Talvez você seja muito claro sobre o que você ama, mas não consegue pensar em como fazer disso um negócio próspero, ou você se sente tão perdido que não sabe mesmo o que ama. Pergunte a si mesmo:

  • Se o dinheiro não fosse uma necessidade, como passaria os meus dias?
  • Se eu saísse para tomar uma taça de vinho com um amigo, do que gostaria de conversar?
  • Sobre que assuntos gosto de pesquisar? Que livros que estou lendo?

Tudo conta.

Eu gostaria que você gastasse mais tempo fazendo as coisas que você ama. Isso vai fazer você se sentir bem, e quando você se sente bem, você entra no fluxo. Idéias brilhantes podem vir. E sua alma fala com você. As ideias fluem.

2 – Que tipo de problemas ou sofrimentos você poderia resolver das outras pessoas?

Há pessoas lá fora, à procura de sua ajuda. Elas precisam saber como fazer algo, e isso é a sua oportunidade de ajudá-las a melhorar alguma coisa.

Você tem uma mistura única de talentos e experiências que ninguém mais tem. As pessoas que se sentem compreendidas,  estão mais propensas a comprar algo de você quando elas sabem que você realmente se interessa por elas e tem interesse em ajudá-las.  Sua história única é a chave para o seu negócio.

3 – Do que o mundo precisa?

O que  você ama tem que atender alguma necessidade do mercado, para que você possa  viver disso. Você pode amar alguma coisa, mas as pessoas podem não estar dispostas a comprá-la. É por isso que o seu negócio precisa ser a combinação perfeita das  suas experiências e talentos, algo que você goste de fazer, e algo que o mundo precisa. Você deve resolver um problema para alguém, de outra forma as pessoas não irão comprar qualquer coisa que você tenha para vender.

Eu sei que você quer ajudar as pessoas e prefere não ter que cobrar nada, mas infelizmente essa não é a realidade. Você precisa viver e realizar o seu sonho. E pense nisso: Quanto mais dinheiro você receber fazendo o que ama, é sinal de que mais pessoas você estará servindo. Estamos falando sobre servir.

4 – Encare o medo e comece já

Eu sei que você está pensando sobre isso há anos, mas até agora não realizou nada. O que realmente está prendendo você? Provavelmente o medo.

Como você passa por cima do medo?

  • Arranje tempo pensar ou ficar em silêncio todos os dias. Desconecte-se.
  • Saia da sua zona de conforto todos os dias de formas pequenas e grandes. É o músculo que você necessita exercitar!
  • Encontre uma comunidade de apoio . Você é a média das cinco pessoas com quem você passa a maior parte do tempo. Contrate um coach, faça exercício físico para clarear a mente, meditação, estude os assuntos e os mercados que lhe interessam, planeje…

Comece antes de estar pronto.

Encontrar o seu propósito no mundo é muito menos sobre  ” descobrir isso ” e mais sobre deixá-lo ” emergir de sua alma. ” Ouço de muitos clientes de coaching que eles têm de passar anos tentando descobrir qual é a sua paixão e propósito! Eles costumam mudar de emprego a cada dois anos na esperança que o próximo irá preencher o vazio. Isso não acontece. E o padrão se repete, até que, finalmente, você faz o que você está aqui para fazer.

É por isso que é tão importante pensar e analisar durante esse processo, mas o mais importante é usar a sua intuição, fazer uso do seu instinto.

Siga suas paixões, mesmo que isso não resulte em um negócio. Gastar seu tempo fazendo atividades que você ama ajuda a entrar em contato com o seu coração, e por consequência com a  sua alma. Quando você passar mais tempo nesse ambiente, a sua oferta para o mundo se tornará mais clara. ”