Pés calçados

Posted on mai 11, 2015

Nós somos fãs de invenções que transformam a vida de milhares de pessoas. Por isso, ficamos encantadas com o The Shoe That Grows (O sapato que cresce), um calçado que pode crescer 5 tamanhos e durar 5 anos. Desenvolvidos por Kenton Lee, esses sapatos estão permitindo que crianças carentes cresçam sem ter que ficar com os pés descalços. Segundo a empresa, “Há mais de 300 milhões de crianças que não têm sapatos. E incontáveis mais com sapatos que não cabem.”

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“As crianças sem sapatos são suscetíveis a lesões e parasitas que infectam os seres humanos através dos nossos pés. O problema com as doações de sapatos comuns é que eles se perdem facilmente, pois a criança cresce muito rápido, e esse é exatamente o problema que esses novos sapatos corrigem.”

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E você também pode ajudar, se puder. Você pode comprar um par pelo site ou optar por pacotes que permitem que os compradores possam enviar sapatos em massa para os países que mais necessitam deles. Esses vídeos (não tem legenda, mas dá para entender) falam mais sobre essa criação incrível:

Segundo domingo de maio

Posted on mai 10, 2015

Texto mais lindo do mundo, da Cris Guerra, sobre esse dia tão especial. Parabéns à todas as mamães!

Você pensa que tem um coração? Não se engane, ele não é seu, é dela. Quando você deu os seus primeiros passos sozinho, o coração dela foi junto. Por onde você for, ele vai. Sorrir. Sofrer. Cair. Levantar. Doer. Você erra, acerta, se perde e se encontra e aquele coração lá, vivo, maltratado por tanta adrenalina.

Não pense você que ela ficou sem coração: nasceu outro rapidinho. É que ela ama muito e sem medo – ama você mais que a si mesma, acredite. Já na gravidez aprendeu a fazer mais por ela, só porque não era mais ela, não era mais uma só ela.

E porque ama, chora. De tristeza, esperança, medo, alegria, culpa, orgulho. Chora até em comercial de TV. Chora pelo que você chora ou pelo que você ri. E vai ser sempre assim. Do seu trabalho para a feira de ciências até a conclusão da sua tese de doutorado.

Mas quando chega a chuva, ela para. Enxuga o que chove por dentro e vira capa, guarda-chuva, marquise, castelo. Para acolher você com a força de um mundo.
É que você trouxe o sol. Com a sua vinda ela nasceu de novo. Olhou mais uma vez para tudo em volta e viu mais colorido.

Desde quando seus cinco dedinhos se agarraram ao indicador dela, começava uma aventura assustadora. Sim, ela tem medo – é que ela ela nunca te contou. Deu um jeito de ser grande e forte pra espantar qualquer fantasma, até mesmo os dela, pra não assustar você com seu próprio medo. Veste uma armadura de não-sei-o-quê, engole o tremor e aperta você junto ao corpo, como se quisesse voltar a colocar você de novo dentro dela. Mas não dá. O amor que ela sente não cabe mais nela, ela é que passou a morar nele.

Ela vive dando beijinho pra sarar. E o beijo não sara nada, só aquece. Vai ver o beijo dela é a sua própria cura. Beija para o coração sarar rapidinho dessa dor de amar tanto.

Quando você está longe e seu coração sente, seja dor ou amor, ela sente junto. Porque é o coração dela em você. Seu maior e melhor presente.

Stop!

Posted on mai 7, 2015

Sucesso significa algo diferente para cada pessoa: como a beleza, ela existe nos olhos de quem vê. É sua responsabilidade determinar o que sucesso significa para você, e como você fará para atrair sucesso reprodutivo em sua vida.

Apesar disso, há muitos obstáculos para o sucesso. Mas não se preocupe, porque se você busca sucesso, mas tem medo de que suas ações estejam bloqueando o esse desejo, você tem o poder e controle para superar os seguintes obstáculos:

 

1. Inventar desculpas

Pare de culpar outras pessoas porque você não consegue o que quer. Pare de se recusar a aceitar a responsabilidade por seus erros. Você faz suas próprias escolhas e comete seus próprios erros.De uma forma geral, pare de justificar suas escolhas pobres e pare de atribuir à sua falta de sucesso, coisas fora do seu controle. Pessoas de sucesso não fazem isso.

Você vai errar. Você vai falhar. Quando isso ocorrer olhe para dentro, sem julgamentos, e descubra o que pode melhorar da próxima vez. Não perca tempo procurando externamente, criando desculpas pelo fato de você não alcançar o sucesso.

2. Manter o foco em coisas negativas

Sim, há circunstâncias negativas na vida sobre as quais você não tem nenhum controle. Há também uma série de experiências positivas em sua vida. Estou disposto a apostar que você tem mais pontos positivos do que negativos em sua vida. Você é capaz de viver com uma perspectiva positiva. Se você quiser cultivar o sucesso em sua vida, você precisa se concentrar em tudo o que é bom. Você não deve ignorar o negativo, apenas não dar muita atenção e importância. Caso contrário, você nunca vai estar satisfeito, porque estará focado apenas em condições desfavoráveis ​​de sua vida. Mesmo que você chegue a um nível de sucesso ostensivo, se continuar focando apenas no negativo, não conseguirá desfrutar suas realizações.

3. Temer o fracasso

Como já dito anteriormente, você vai falhar! Não há nenhuma razão para temer. Ao invés disso, aprenda com seu fracasso, e melhore a partir dele.

Quando você é bem sucedido, você sabe que sempre faz o seu melhor. Suas falhas não são um reflexo de você como pessoa. Você não é um indivíduo falho. Veja o fracasso como uma oportunidade de crescer, e não como algo a ser temido.

4. Procurar a solução mais fácil

O sucesso não tem que ser um objetivo improvável no qual você tem que superar certa quantidade de adversidades e dificuldades. Acredito que as pessoas de sucesso não procuram o caminho mais fácil da vida.

Simplesmente passear pela vida no controle de tudo não é o caminho para o sucesso. Você precisa desafiar a si mesmo, às vezes. Empurre-se e aumente seus limites. Desafie-se a atingir o seu potencial máximo, e, em seguida, vá além disso.

5. Machucar-se

Você nunca iria bater-se fisicamente, então por que bater-se emocionalmente e mentalmente? Aprender a lidar habilmente com seus pensamentos e emoções quando está enfrentando situações adversas é fundamental para ser bem sucedido.

Ficar chateado com certas coisas. Expresse suas emoções de forma adequada. Seja infeliz de vez em quando. Isso irá acontecer. Mas não rumine sobre memórias desagradáveis ​​e não se torture por coisas que já aconteceram. Gastar muito tempo e energia com isso, desvia sua atenção de empreendimentos mais importantes, como progredir em direção a seus objetivos.

6. Ser ingrato

A melhor maneira de estabelecer uma maior satisfação em sua vida é sendo mais grato. Se você quer empurrar a felicidade e alegria para longe de sua vida, seja ingrato. Gratidão gera felicidade, mas também gera sucesso. Se você é grato por sua vida e tudo o que a inclui, você terá menos dificuldade para alcançar a riqueza e realizar seus objetivos.

Eu não me refiro apenas à riqueza financeira, porque riqueza inclui todos os tipos de objetos de valor. Não estou dizendo que todas as pessoas financeiramente abastadas são gratas, e, portanto, bem-sucedidas, ou que todas as pessoas financeiramente pobres são ingratas, e, portanto, sem êxito.

Se você almeja sucesso, observe todas as coisas pelas quais você é grato. Sua gratidão vai servir como uma bússola para sua vida. Ela vai orientar suas tomadas de decisões, e levá-lo ao sucesso.

 7. Se concentrar apenas em suas necessidades

Se concentrar apenas em si mesmo não vai ajudá-lo a alcançar o sucesso. Você pode ser a pessoa mais rica e bem-sucedida do planeta, mas se você acumulou sua riqueza se aproveitando de outras pessoas, ou sendo egoísta, você não é bem-sucedida de verdade. A melhor maneira de ter sucesso na vida é ajudar alguém!

8. Se distrair

Você estava começando a ler o livro, mas … Você estava aperfeiçoando sua ideia para o negócio dos seus sonhos, mas … Você ia viajar pela Ásia, mas …

Entendi. A vida leva você a um curso diferente. Isso acontece às vezes. Mas não permita se distrair de realizar seus sonhos. Quando distrações te distanciam de suas paixões, você está se movendo cada vez mais longe de seu sucesso.

Isso começa com a sua vida diária. É divertido e muitas vezes necessário entrar no Facebook e verificar e-mails, mas não permita que a era tecnológica moderna te impeça de fazer o trabalho que precisa ser concluído hoje. O sucesso é baseado no trabalho em direção a seus objetivos, não deixando que interrupções o impeçam.

9. Vagar pela vida

É de sua responsabilidade verificar suas metas e objetivos de vida. Ser bem sucedido significa que você está cumprindo seu propósito de vida a cada dia.

Se o seu objetivo é super ambicioso, como resolver a fome no mundo, ou mais viável, como ser feliz, não importa. O ponto é que você está apontando para ser o melhor que pode ser. Vagar pela vida sem qualquer ambição ou sem contribuir em nada para a sociedade não é o que pessoas de sucesso fazem.

10. Desistir

Quando você enfrenta um obstáculo improvável na vida, como você responde a ele? Você desiste, ou continua pressionando? As pessoas de sucesso não desistem. Elas se comprometem a atingir seu destino final. Elas podem nunca chegar lá, mas não permitem que os obstáculos às impeçam de tentar. Isso significa continuar apesar dos fracassos e decepções.

Sucesso engloba uma série de diferentes áreas. O que funciona para o sucesso financeiro pode funcionar em sucesso de relacionamento. Ser bem sucedido como um atleta não necessariamente torna-o bem sucedido como um aluno. Existem diferentes graus de sucesso, dependendo da situação em que você está.

Independentemente disso, a regra fundamental do sucesso é tentar o seu melhor. Se você buscar atingir seus objetivos sem prejudicar outros no processo, você é uma pessoa de sucesso. Isso pode se aplicar ao trabalho, família, amigos, relacionamentos, hobbies, etc.

 

Fonte: http://thesecret.tv.br/

School of life

Posted on mai 5, 2015

O trabalho, muitas vezes, dita o ritmo das nossas vidas e da nossa felicidade. Se estamos insatisfeitos na profissão, isso pode prejudicar (e muito) a nossa vida pessoal também. Por isso, é sempre muito importante falar sobre TRABALHO. A The School of Life, que já falamos várias vezes por aqui, preparou quatro aulas super interessantes sobre esse tema, que irão acontecer em maio e junho. Vale a pena participar!

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Concentrando no trabalho

Posted on mai 4, 2015

Hoje é segunda-feira, pós feriado e, com certeza, muitas pessoas estão sentindo dificuldade de concentrar no trabalho nesse momento. E você sabia que a falta de concentração é um dos maiores problemas do mundo corporativo? Em algumas vezes, o profissional não consegue manter o foco porque está com algum problema pessoal. Em outras, a causa é o excesso de distrações do ambiente de trabalho: pessoas falam, o telefone toca, chega um e-mail, aparece uma notificação no Facebook, o Whatsapp apita e por aí vai.

De acordo com Renato Alves, consultor e autor do livro “Faça seu cérebro trabalhar para você”, a concentração nada mais é do que uma escolha. “Hoje, podemos prestar atenção em uma infinidade de coisas. Para facilitar a escolha pelo trabalho, o ideal é eliminar algumas ‘névoas’ de distração”, afirma o especialista.

Alves listou 7 dicas para ajudar quem precisa ficar mais concentrado no trabalho:

1) Seja organizado

A organização é importante para que o empreendedor não se perca em meio ao caos em que uma mesa pode se transformar. “Quanto mais bagunçado é o espaço de trabalho, maiores serão os problemas.”

2) Descanse

A falta de sono traz vários problemas de saúde. O primeiro a aparecer, de acordo com o especialista, é a perda da concentração. “Depois de horas extras, estresse e desgastes muito grandes, a cabeça fica cansada. E, com a mente desse jeito, não tem como manter o foco”. A solução para esse problema é simples: dormir o suficiente.

3) Pense positivo

Profissionais pessimistas ficam desmotivados mais facilmente. E sem muita vontade de trabalhar, a alternativa é fazer qualquer coisa para se distrair. Se a causa na moral for causada por problemas pessoais ou profissionais, Alves ressalta que é importante parar de pensar no que está ruim e focar na tarefa. “O ideal é desassociar as tarefas das aflições. A causa do problema não é a tarefa a ser realizada. Pratique o metapensamento: pense no que você está pensando e tente ser otimista.”

4) Uma coisa de cada vez

Se o empreendedor tem várias coisas para fazer durante o dia, mas não sabe por onde começar – ou interrompe um trabalho no meio para dar atenção a outro projeto – o ideal é parar um pouco, fazer uma tarefa por vez e só se dedicar a outro assunto quando terminar o primeiro.

5) Fuja dos “ladrões”

Para Alves, o ambiente de trabalho está repleto de “ladrões da produtividade”. O maior deles não é nenhuma surpresa: as redes sociais. No entanto, os e-mails e até o telefone podem ser prejudiciais para o empreendedor. “Sempre que recebemos um novo e-mail, aparece uma janela na tela do computador. Aí paramos o que estamos fazendo e checamos uma mensagem que pode nem ser tão essencial”, afirma. O especialista recomenda que o profissional cheque a conta de e-mail de duas a três vezes por dia.

Quanto ao telefone, vale desligar a linha em casos em que a concentração é realmente necessária e retornar ligações importantes depois.

6) Qual é a música?

Muita gente diz que consegue se concentrar mais quando está ouvindo música. Ao mesmo tempo, bastante gente perde totalmente o foco com qualquer ruído. De acordo com Alves, é impossível generalizar e dizer se música faz bem ou mal para a concentração. Ele só recomenda que, caso haja música, os vocais sejam esquecidos. “Quando a música é instrumental, ninguém cantarola, perde o foco e faz as pessoas ao redor dispersarem também”, afirma.

7) Respire

A mais simples das dicas, mas não menos importante, é respirar fundo. O ato de inspirar e expelir o ar dos pulmões ajuda a acalmar e a direcionar o foco para o que deve ser feito. “A respiração contribui para a abertura da estrada da concentração”, diz o especialista.

Fonte: revistapegn.globo.com

Spotify no trabalho

Posted on abr 29, 2015

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Muitas pessoas já conhecem e usam o Spotify, um serviço de música utilizado em computadores e dispositivos móveis, que permite os usuários escutarem e comprarem músicas pesquisando por artista, álbum ou listas de reprodução criadas por eles próprios.

Em uma pequena pesquisa, encontramos várias playlists ótimas com o tema trabalho, para você se divertir, concentrar, relaxar, etc.

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Pop no trabalho:

http://open.spotify.com/user/spotifybrazilian/playlist/6y23fI1axTBfSSS1iVu2q0

Rock no trabalho:

http://open.spotify.com/user/spotifybrazilian/playlist/2mKZswBo1ovJPj6ahKrpFy

Uma que achamos incrível é a deep focus, uma playlist de ritmos que ajudam a relaxar e a concentrar:

http://open.spotify.com/user/spotify/playlist/2ujjMpFriZ2nayLmrD1Jgl

Pra quem precisa se concentrar ainda mais, indicamos a playlist white noise. Esse ruído emitido ajuda a diminuir e a mascarar os barulhos externos, aumentando a concentração e o foco. 

http://open.spotify.com/user/spotify/playlist/0SW543u1KoHJZKjjedW095

E você? Gosta de ouvir o que enquanto trabalha?

 

Autoestima: leve a sua para o trabalho

Posted on abr 27, 2015

Não é à toa que somos fãs da Cris Guerra. Além dela já ter dado uma entrevista maravilhosa pra gente, que se transformou em um vídeo lindo, os seus textos nos surpreendem a cada dia. De um jeito leve e super gostoso, ela consegue colocar em palavras tudo o que precisamos “ouvir”. 

Esse texto sobre autoestima no trabalho é sensacional, uma sessão de terapia. 

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2014 vai ficar marcado na memória dos brasileiros como o ano da maior derrota de uma seleção canarinha em toda a história das copas – intensificada por ter sido dentro de casa. Uma dura lição de autoestima que me remeteu à venda bilionária do aplicativo WhatsApp para o Facebook, no início do ano.

O que uma coisa tem a ver com a outra? Explico.

Em 2009, Brian Acton tentou ser admitido como programador no Twitter. Ao falhar, não se abate e publicou uma mensagem na própria plataforma: “Fui rejeitado no Twitter. Tudo bem. Teria sido uma longa jornada”. No mesmo ano, foi reprovado no processo de seleção do Facebook. Mais uma vez registrou no microblog: “Foi uma grande oportunidade de me conectar com pessoas fantásticas. Estou na expectativa da próxima aventura”. A aventura estava prestes a acontecer: no mesmo ano, em parceria com o ucraniano Jam Koum, Brian Acton criou o WhatsApp, que foi depois vendido por 19 bilhões de dólares – 12 bilhões deles em ações do Facebook. Anos depois de ser rejeitado como empregado, Brian Acton ingressou na empresa como acionista.

Será que o desfecho teria sido o mesmo sem a caprichada dose de autoconfiança de Brian? Nossa sociedade exibe conquistas e esconde fracassos. Mas de que são feitas as vitórias, senão de uma sucessão de tentativas que falharam? O que distingue um perdedor de um vencedor é a forma de lidar com o fracasso. E um ingrediente que pesa nessa fórmula é a autoestima.

A autoestima representa não o que os outros pensam e sentem a seu respeito, mas o que você pensa e sente sobre si mesmo. O indivíduo que se valoriza não se mede por suas conquistas ou fracassos, tristezas ou alegrias – aspectos oscilantes –, e sim por algo mais permanente: a autoestima. Esse indivíduo conhece o respeito como uma via de mão dupla, tem empatia; sabe a diferença entre ser respeitado e ser temido e prefere a primeira opção. Esse indivíduo se ama de verdade e mostra ao mundo que é digno de amor: uma consequência direta de estar bem consigo mesmo.

A ausência de autoestima pode dar lugar à vaidade: uma constante necessidade de autoafirmação, sempre insuficiente para trazer segurança. Vaidosos ouvem pouco e falam muito, querem todos os holofotes para si. Já os autoconfiantes se orgulham de suas conquistas e acreditam que todos podem brilhar.

Em uma equipe de trabalho, os vaidosos fingem autoconfiança para evitar ameaças, geram conflitos e desfocam o objetivo. Já os autoconfiantes praticam a “generosidade corporativa”, vendo o ambiente profissional como um ecossistema que pode crescer com o compartilhamento de recursos.

Vale lembrar que compartilhar com o outro não significa deixar faltar para si. O indivíduo de autoestima equilibrada sabe dizer não. O excessivamente generoso se dá de forma desmedida, desviando-se de seus objetivos. Por não confiar em si mesmo, faz tudo para conquistar a predileção dos colegas e se torna improdutivo.

Nosso objetivo não é nem um extremo, nem outro, e sim o equilíbrio. Uma equipe de autoconfiantes resulta em uma equipe de generosos: um grupo de pessoas competentes e não um time dependente de um ou dois craques, caso da Seleção Brasileira de 2014. Grandes equipes são construídas com base nas diferenças individuais, pois as características complementares é que formam um time completo.

Mas como se dá a construção da autoestima? Especialistas acreditam que a base da segurança de um indivíduo é passada quando ele ainda é bebê, através do cuidado dos pais. A esses primeiros momentos somam-se uma série de experiências sociais que, juntas, ajudam a construir a visão que cada um tem de si mesmo.

É impossível mudar o passado, mas é possível reconstruir – ou ajustar – essa visão. A chave está na perspectiva: em vez de modificar a forma como é visto pelos outros, o indivíduo deve investir na mudança da sua própria maneira de se enxergar. Para isso, é necessário entender que somos o que fomos capazes de fazer, mas também o que ainda temos potencial para realizar. Inverter a lógica é trabalho árduo e quanto mais enraizada é a autoimagem equivocada, mais esforços serão necessários para desconstruí-la.

Um currículo com fluência em quatro línguas, pós-graduação, mestrado e doutorado será apenas uma carcaça frágil se trazida por um indivíduo inseguro. De nada adianta um grande potencial com um baixo aproveitamento. Por isso é tão importante que uma empresa invista na autoestima de seus colaboradores. Uma equipe equilibrada é formada por um grupo de pessoas bem humoradas, dispostas, entusiasmadas, que sabem se relacionar com seus pares. Pessoas com habilidade para resolver problemas e serenidade e resiliência para enfrentar desafios.

Eu sei, você pode estar se perguntando: “Por que eu investiria na autoestima do meu colaborador, se posso perdê-lo amanhã?” Bom, se você pensa assim, quem anda merecendo atenção é a autoestima da sua empresa.

Pare de mentir pra você mesmo

Posted on abr 23, 2015

Esse é mais um texto da Fê, do Fêliz com a Vida, que a gente adora, e ele traz 5 mentiras que devemos parar de contar para nós mesmos. Muito bom!

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Logo que comecei a trabalhar em agência de propaganda, eu via um certo glamour em estar sempre ocupada, abraçar mais de dez projetos ao mesmo tempo, passar horas em reuniões intermináveis e trabalhar até de madrugada. O que o tempo me mostrou é que, na verdade, eu tinha a necessidade de me sentir importante e competente e todas essas atividades me faziam sentir dessa forma. Quando você identifica sua necessidade primária, fica mais fácil entender o que você precisa mudar em vez de simplesmente aceitar que é assim que deve ser.

Quando percebi que para me sentir importante e competente eu só precisava fazer meu trabalho muito bem feito, eu passei a controlar o tempo das reuniões, a dizer não para projetos que não faziam sentido ou que eu não conseguiria fazer com a mesma qualidade por estar cuidando de outras coisas e, raramente, ficava até depois das oito e meia trabalhando.

Mas não é fácil reconhecer ou admitir qual é o problema e qual é a verdadeira necessidade por trás de alguns dos nossos comportamentos. Por isso, é inevitável começarmos a encontrar desculpas para justificarmos o motivo pelo qual nossa vida é do jeito que é.

Um filme que eu amo e relata isso muito bem é “O Diabo Veste Prada”. A frase preferida da personagem principal, a Andy, é: “Eu não tive escolha”. Ela diz sempre que tenta explicar para todo mundo o porquê de aceitar os absurdos vindos da chefe.

A grande verdade é que, sim, sempre temos escolha. O que acontece é que nem sempre estamos dispostos a lidar com as consequências e por isso criamos mecanismos de defesa para nos protegermos. Aqui vão algumas das mentiras que eu costumava contar a mim mesma até que decidi mudar:

1. Se eu tivesse mais tempo eu faria “isso”

Como “isso” entenda qualquer coisa que você não faça por falta de tempo. Pode ser um curso de línguas, exercícios físicos, sair mais com os amigos, ler um livro, fazer caridade, não importa. Falta de tempo (e o trânsito) virou a desculpa universal para justificar o fato de que não somos disciplinados quando o assunto é gerenciar as 24 horas do nosso dia. Uma coisa que eu aprendi é que quando você realmente quer fazer uma coisa, você arruma tempo, por mais ocupado que você seja.

A questão aqui é que, ou você quer muito uma coisa, ou você não quer tanto assim e o tempo não pode ser a desculpa por você não fazer.

Eu sempre quis ter um corpo sarado (#quemnunca). Toda vez que aparecia uma nova musa-com-o-corpo-mais-perfeito eu ficava me sentindo mal e pensando que eu devia me dedicar mais na academia. Mas sabe qual é a verdade? Eu gosto da ideia de ter um corpo sarado, mas eu nunca quis acordar às seis da manhã e ir à academia sete dias por semana, nem tomar shakes de whey no café da manhã, nem comer batata doce no almoço ou claras de ovos no jantar. E esse era o meu problema, mas eu sempre tentei me convencer de que eu não era sarada porque eu não tinha tempo.

Aí você pode me dizer: “Mas Fê, eu juro que eu não tenho tempo para nada, minha vida é trabalhar.”

Eu acredito em você, mesmo! Só que ser ocupadíssimo também é uma escolha. Nós investimos nosso tempo naquilo que é importante para nós, por isso, se você está trabalhando  oitenta horas por semana, é porque tem alguma coisa que você queira mais do que tudo e que vai ser resultado desse tempo investido no trabalho. E assim, você está deixando de fazer outras coisas que no fundo não devem ser tão importantes assim.

2. Se eu tivesse mais dinheiro eu poderia fazer “isso”

O dinheiro sempre foi a maior desculpa para tudo na minha vida. “Não faço exercícios porque não tenho dinheiro para academia. Não falo inglês porque não tenho dinheiro para pagar um professor particular. Não mudo da casa dos meus pais porque não tenho dinheiro para pagar aluguel”. Um monte de bobagem. É claro que muita gente realmente tem um orçamento apertado. Acredite, eu já fui essa pessoa um dia. Quando pagava a minha faculdade, eu almoçava marmita para poder vender o vale refeição e muitas vezes só o que tinha na minha carteira por semanas era o vale transporte.

E justamente por ter alguma experiência sobre o que era ter uma conta eternamente negativa que eu te digo que dinheiro não é desculpa para não fazermos as coisas.

Usamos a falta de dinheiro para nos convencermos de que nossa vida não é incrível porque vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos podem tudo e os pobres não podem nada. Mas eu vou te dizer uma coisa: quer fazer exercícios? Todos os parques são gratuitos. Quer estudar uma língua? Hoje é possível fazer isso de graça na internet através de sites como o Duolingo. Quer viajar? Existem sites como o Couchsurfing em que as pessoas deixam você dormir na casa delas sem ter de pagar nada por isso.

É claro que estes são alguns pequenos exemplos, mas são coisas das quais eu mais ouço as pessoas reclamando de que não podem fazer sem dinheiro. Além disso, quando prestamos mais atenção em como gastamos nosso dinheiro, fica mais fácil de fazer com que ele não desapareça.

3. Se “isso” acontecesse, minha vida seria perfeita

Aqui o “isso” pode ser comprar uma casa, arrumar um namorado, ter um filho, ser promovido no emprego. O nosso grande problema é que o “isso”, nesse caso, nunca será suficiente. É a lei da vida. O ser humano nunca está totalmente satisfeito com o que ele tem e está sempre querendo algo mais para ser feliz. Parece que é essa coisinha que falta que nos impede de ter uma vida completa.

O problema é que, quando estamos sempre olhando para o que está por vir, deixamos de aproveitar e agradecer pelo que temos hoje. Mas eu não vou te dar o conselho óbvio da autoajuda que é viva o presente e agradeça pelo que você tem hoje.

Minha dica é: use essa necessidade que é inerente ao ser humano de sempre querer o que não tem como motivação, e não como a razão pela qual você não é feliz. Aprecie o desafio de correr atrás desse objetivo e deixe que isso te faça feliz e não que a falta “disso” te faça infeliz.

4. Eu mudaria “isso” na minha vida, se não fosse “aquilo”

Até pouco tempo atrás eu ainda morava com a minha mãe. Como ela morava na Zona Leste e eu trabalhava na Zona Sul, você que conhece São Paulo pode imaginar o inferno que era a minha vida no trânsito todos os dias. Depois que o meu pai morreu, eu passei a ajudar financeiramente em casa e conforme fui ficando mais velha, todas as vezes que alguém me perguntava porque raios eu ainda morava na Zona Leste minha primeira resposta era: “Eu adoraria mudar, mas eu ajudo a minha mãe e ela precisa de mim”. Na minha cabeça isso não era uma desculpa, era a verdade.

Quando eu finalmente decidi mudar e ir morar com o meu namorado, percebi que eu estava usando o fato de que eu ajudava a minha mãe financeiramente para mascarar o real motivo pelo qual eu nunca me mudei. No fundo, eu não sou uma pessoa que gosta de ficar sozinha. Eu gosto de chegar em casa e ter com quem conversar. Ao mesmo tempo, depois de uma certa idade não fazia tanto sentido para mim dividir apartamento com amigas. Além disso, se eu tivesse de pagar aluguel ou um financiamento imobiliário eu não teria feito nem metade das viagens que eu fiz e que só consegui pelo fato de morar com a minha mãe. Não podemos deixar que filhos, gato, cachorro, dívidas, emprego, mãe ou pai doente sejam desculpas para aliviar o fato de que não temos coragem para tomar algumas atitudes e lidar com as consequências que elas trarão para as nossas vidas.

5. Eu não vivo sem “isso”

Na maioria dos casos, sim, você vive. Parece uma bobagem, mas quando decidi que ia passar um tempo viajando algumas coisas ridículas começaram a me preocupar. Por exemplo, eu tenho alergia a lâmina de barbear, por isso sempre tive de fazer depilação. Como eu iria viver sem fazer depilação? Pois é, estou viva e não estou nem peluda, nem perebenta.

Se tem uma coisa que eu aprendi nesse pequeno período em que eu estou viajando é que para tudo existe um jeito e que nós somos completamente adaptáveis. Não existe nada com que você não vá se acostumar a viver sem, desde coisas até pessoas. Certamente podemos passar por um período de nostalgia ou saudade, mas depois de um tempo a vida se ajeita e de alguma forma compensa aquela falta.

O que nos faz ter a sensação de que “isso” é tão importante para a nossa vida ao ponto de não conseguirmos viver sem é que, muitas vezes, colocamos em coisas ou pessoas a responsabilidade da nossa felicidade.

A grande verdade é que nossa vida é feita de uma enorme lista de boas intenções que resultam algumas vezes em tentativas e muitas vezes erros. A boa notícia é que se você acordar amanhã, existe uma nova chance de tentar mais uma vez ;).