School of life

Posted on mai 5, 2015

O trabalho, muitas vezes, dita o ritmo das nossas vidas e da nossa felicidade. Se estamos insatisfeitos na profissão, isso pode prejudicar (e muito) a nossa vida pessoal também. Por isso, é sempre muito importante falar sobre TRABALHO. A The School of Life, que já falamos várias vezes por aqui, preparou quatro aulas super interessantes sobre esse tema, que irão acontecer em maio e junho. Vale a pena participar!

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Concentrando no trabalho

Posted on mai 4, 2015

Hoje é segunda-feira, pós feriado e, com certeza, muitas pessoas estão sentindo dificuldade de concentrar no trabalho nesse momento. E você sabia que a falta de concentração é um dos maiores problemas do mundo corporativo? Em algumas vezes, o profissional não consegue manter o foco porque está com algum problema pessoal. Em outras, a causa é o excesso de distrações do ambiente de trabalho: pessoas falam, o telefone toca, chega um e-mail, aparece uma notificação no Facebook, o Whatsapp apita e por aí vai.

De acordo com Renato Alves, consultor e autor do livro “Faça seu cérebro trabalhar para você”, a concentração nada mais é do que uma escolha. “Hoje, podemos prestar atenção em uma infinidade de coisas. Para facilitar a escolha pelo trabalho, o ideal é eliminar algumas ‘névoas’ de distração”, afirma o especialista.

Alves listou 7 dicas para ajudar quem precisa ficar mais concentrado no trabalho:

1) Seja organizado

A organização é importante para que o empreendedor não se perca em meio ao caos em que uma mesa pode se transformar. “Quanto mais bagunçado é o espaço de trabalho, maiores serão os problemas.”

2) Descanse

A falta de sono traz vários problemas de saúde. O primeiro a aparecer, de acordo com o especialista, é a perda da concentração. “Depois de horas extras, estresse e desgastes muito grandes, a cabeça fica cansada. E, com a mente desse jeito, não tem como manter o foco”. A solução para esse problema é simples: dormir o suficiente.

3) Pense positivo

Profissionais pessimistas ficam desmotivados mais facilmente. E sem muita vontade de trabalhar, a alternativa é fazer qualquer coisa para se distrair. Se a causa na moral for causada por problemas pessoais ou profissionais, Alves ressalta que é importante parar de pensar no que está ruim e focar na tarefa. “O ideal é desassociar as tarefas das aflições. A causa do problema não é a tarefa a ser realizada. Pratique o metapensamento: pense no que você está pensando e tente ser otimista.”

4) Uma coisa de cada vez

Se o empreendedor tem várias coisas para fazer durante o dia, mas não sabe por onde começar – ou interrompe um trabalho no meio para dar atenção a outro projeto – o ideal é parar um pouco, fazer uma tarefa por vez e só se dedicar a outro assunto quando terminar o primeiro.

5) Fuja dos “ladrões”

Para Alves, o ambiente de trabalho está repleto de “ladrões da produtividade”. O maior deles não é nenhuma surpresa: as redes sociais. No entanto, os e-mails e até o telefone podem ser prejudiciais para o empreendedor. “Sempre que recebemos um novo e-mail, aparece uma janela na tela do computador. Aí paramos o que estamos fazendo e checamos uma mensagem que pode nem ser tão essencial”, afirma. O especialista recomenda que o profissional cheque a conta de e-mail de duas a três vezes por dia.

Quanto ao telefone, vale desligar a linha em casos em que a concentração é realmente necessária e retornar ligações importantes depois.

6) Qual é a música?

Muita gente diz que consegue se concentrar mais quando está ouvindo música. Ao mesmo tempo, bastante gente perde totalmente o foco com qualquer ruído. De acordo com Alves, é impossível generalizar e dizer se música faz bem ou mal para a concentração. Ele só recomenda que, caso haja música, os vocais sejam esquecidos. “Quando a música é instrumental, ninguém cantarola, perde o foco e faz as pessoas ao redor dispersarem também”, afirma.

7) Respire

A mais simples das dicas, mas não menos importante, é respirar fundo. O ato de inspirar e expelir o ar dos pulmões ajuda a acalmar e a direcionar o foco para o que deve ser feito. “A respiração contribui para a abertura da estrada da concentração”, diz o especialista.

Fonte: revistapegn.globo.com

Spotify no trabalho

Posted on abr 29, 2015

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Muitas pessoas já conhecem e usam o Spotify, um serviço de música utilizado em computadores e dispositivos móveis, que permite os usuários escutarem e comprarem músicas pesquisando por artista, álbum ou listas de reprodução criadas por eles próprios.

Em uma pequena pesquisa, encontramos várias playlists ótimas com o tema trabalho, para você se divertir, concentrar, relaxar, etc.

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Pop no trabalho:

http://open.spotify.com/user/spotifybrazilian/playlist/6y23fI1axTBfSSS1iVu2q0

Rock no trabalho:

http://open.spotify.com/user/spotifybrazilian/playlist/2mKZswBo1ovJPj6ahKrpFy

Uma que achamos incrível é a deep focus, uma playlist de ritmos que ajudam a relaxar e a concentrar:

http://open.spotify.com/user/spotify/playlist/2ujjMpFriZ2nayLmrD1Jgl

Pra quem precisa se concentrar ainda mais, indicamos a playlist white noise. Esse ruído emitido ajuda a diminuir e a mascarar os barulhos externos, aumentando a concentração e o foco. 

http://open.spotify.com/user/spotify/playlist/0SW543u1KoHJZKjjedW095

E você? Gosta de ouvir o que enquanto trabalha?

 

Autoestima: leve a sua para o trabalho

Posted on abr 27, 2015

Não é à toa que somos fãs da Cris Guerra. Além dela já ter dado uma entrevista maravilhosa pra gente, que se transformou em um vídeo lindo, os seus textos nos surpreendem a cada dia. De um jeito leve e super gostoso, ela consegue colocar em palavras tudo o que precisamos “ouvir”. 

Esse texto sobre autoestima no trabalho é sensacional, uma sessão de terapia. 

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2014 vai ficar marcado na memória dos brasileiros como o ano da maior derrota de uma seleção canarinha em toda a história das copas – intensificada por ter sido dentro de casa. Uma dura lição de autoestima que me remeteu à venda bilionária do aplicativo WhatsApp para o Facebook, no início do ano.

O que uma coisa tem a ver com a outra? Explico.

Em 2009, Brian Acton tentou ser admitido como programador no Twitter. Ao falhar, não se abate e publicou uma mensagem na própria plataforma: “Fui rejeitado no Twitter. Tudo bem. Teria sido uma longa jornada”. No mesmo ano, foi reprovado no processo de seleção do Facebook. Mais uma vez registrou no microblog: “Foi uma grande oportunidade de me conectar com pessoas fantásticas. Estou na expectativa da próxima aventura”. A aventura estava prestes a acontecer: no mesmo ano, em parceria com o ucraniano Jam Koum, Brian Acton criou o WhatsApp, que foi depois vendido por 19 bilhões de dólares – 12 bilhões deles em ações do Facebook. Anos depois de ser rejeitado como empregado, Brian Acton ingressou na empresa como acionista.

Será que o desfecho teria sido o mesmo sem a caprichada dose de autoconfiança de Brian? Nossa sociedade exibe conquistas e esconde fracassos. Mas de que são feitas as vitórias, senão de uma sucessão de tentativas que falharam? O que distingue um perdedor de um vencedor é a forma de lidar com o fracasso. E um ingrediente que pesa nessa fórmula é a autoestima.

A autoestima representa não o que os outros pensam e sentem a seu respeito, mas o que você pensa e sente sobre si mesmo. O indivíduo que se valoriza não se mede por suas conquistas ou fracassos, tristezas ou alegrias – aspectos oscilantes –, e sim por algo mais permanente: a autoestima. Esse indivíduo conhece o respeito como uma via de mão dupla, tem empatia; sabe a diferença entre ser respeitado e ser temido e prefere a primeira opção. Esse indivíduo se ama de verdade e mostra ao mundo que é digno de amor: uma consequência direta de estar bem consigo mesmo.

A ausência de autoestima pode dar lugar à vaidade: uma constante necessidade de autoafirmação, sempre insuficiente para trazer segurança. Vaidosos ouvem pouco e falam muito, querem todos os holofotes para si. Já os autoconfiantes se orgulham de suas conquistas e acreditam que todos podem brilhar.

Em uma equipe de trabalho, os vaidosos fingem autoconfiança para evitar ameaças, geram conflitos e desfocam o objetivo. Já os autoconfiantes praticam a “generosidade corporativa”, vendo o ambiente profissional como um ecossistema que pode crescer com o compartilhamento de recursos.

Vale lembrar que compartilhar com o outro não significa deixar faltar para si. O indivíduo de autoestima equilibrada sabe dizer não. O excessivamente generoso se dá de forma desmedida, desviando-se de seus objetivos. Por não confiar em si mesmo, faz tudo para conquistar a predileção dos colegas e se torna improdutivo.

Nosso objetivo não é nem um extremo, nem outro, e sim o equilíbrio. Uma equipe de autoconfiantes resulta em uma equipe de generosos: um grupo de pessoas competentes e não um time dependente de um ou dois craques, caso da Seleção Brasileira de 2014. Grandes equipes são construídas com base nas diferenças individuais, pois as características complementares é que formam um time completo.

Mas como se dá a construção da autoestima? Especialistas acreditam que a base da segurança de um indivíduo é passada quando ele ainda é bebê, através do cuidado dos pais. A esses primeiros momentos somam-se uma série de experiências sociais que, juntas, ajudam a construir a visão que cada um tem de si mesmo.

É impossível mudar o passado, mas é possível reconstruir – ou ajustar – essa visão. A chave está na perspectiva: em vez de modificar a forma como é visto pelos outros, o indivíduo deve investir na mudança da sua própria maneira de se enxergar. Para isso, é necessário entender que somos o que fomos capazes de fazer, mas também o que ainda temos potencial para realizar. Inverter a lógica é trabalho árduo e quanto mais enraizada é a autoimagem equivocada, mais esforços serão necessários para desconstruí-la.

Um currículo com fluência em quatro línguas, pós-graduação, mestrado e doutorado será apenas uma carcaça frágil se trazida por um indivíduo inseguro. De nada adianta um grande potencial com um baixo aproveitamento. Por isso é tão importante que uma empresa invista na autoestima de seus colaboradores. Uma equipe equilibrada é formada por um grupo de pessoas bem humoradas, dispostas, entusiasmadas, que sabem se relacionar com seus pares. Pessoas com habilidade para resolver problemas e serenidade e resiliência para enfrentar desafios.

Eu sei, você pode estar se perguntando: “Por que eu investiria na autoestima do meu colaborador, se posso perdê-lo amanhã?” Bom, se você pensa assim, quem anda merecendo atenção é a autoestima da sua empresa.

Pare de mentir pra você mesmo

Posted on abr 23, 2015

Esse é mais um texto da Fê, do Fêliz com a Vida, que a gente adora, e ele traz 5 mentiras que devemos parar de contar para nós mesmos. Muito bom!

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Logo que comecei a trabalhar em agência de propaganda, eu via um certo glamour em estar sempre ocupada, abraçar mais de dez projetos ao mesmo tempo, passar horas em reuniões intermináveis e trabalhar até de madrugada. O que o tempo me mostrou é que, na verdade, eu tinha a necessidade de me sentir importante e competente e todas essas atividades me faziam sentir dessa forma. Quando você identifica sua necessidade primária, fica mais fácil entender o que você precisa mudar em vez de simplesmente aceitar que é assim que deve ser.

Quando percebi que para me sentir importante e competente eu só precisava fazer meu trabalho muito bem feito, eu passei a controlar o tempo das reuniões, a dizer não para projetos que não faziam sentido ou que eu não conseguiria fazer com a mesma qualidade por estar cuidando de outras coisas e, raramente, ficava até depois das oito e meia trabalhando.

Mas não é fácil reconhecer ou admitir qual é o problema e qual é a verdadeira necessidade por trás de alguns dos nossos comportamentos. Por isso, é inevitável começarmos a encontrar desculpas para justificarmos o motivo pelo qual nossa vida é do jeito que é.

Um filme que eu amo e relata isso muito bem é “O Diabo Veste Prada”. A frase preferida da personagem principal, a Andy, é: “Eu não tive escolha”. Ela diz sempre que tenta explicar para todo mundo o porquê de aceitar os absurdos vindos da chefe.

A grande verdade é que, sim, sempre temos escolha. O que acontece é que nem sempre estamos dispostos a lidar com as consequências e por isso criamos mecanismos de defesa para nos protegermos. Aqui vão algumas das mentiras que eu costumava contar a mim mesma até que decidi mudar:

1. Se eu tivesse mais tempo eu faria “isso”

Como “isso” entenda qualquer coisa que você não faça por falta de tempo. Pode ser um curso de línguas, exercícios físicos, sair mais com os amigos, ler um livro, fazer caridade, não importa. Falta de tempo (e o trânsito) virou a desculpa universal para justificar o fato de que não somos disciplinados quando o assunto é gerenciar as 24 horas do nosso dia. Uma coisa que eu aprendi é que quando você realmente quer fazer uma coisa, você arruma tempo, por mais ocupado que você seja.

A questão aqui é que, ou você quer muito uma coisa, ou você não quer tanto assim e o tempo não pode ser a desculpa por você não fazer.

Eu sempre quis ter um corpo sarado (#quemnunca). Toda vez que aparecia uma nova musa-com-o-corpo-mais-perfeito eu ficava me sentindo mal e pensando que eu devia me dedicar mais na academia. Mas sabe qual é a verdade? Eu gosto da ideia de ter um corpo sarado, mas eu nunca quis acordar às seis da manhã e ir à academia sete dias por semana, nem tomar shakes de whey no café da manhã, nem comer batata doce no almoço ou claras de ovos no jantar. E esse era o meu problema, mas eu sempre tentei me convencer de que eu não era sarada porque eu não tinha tempo.

Aí você pode me dizer: “Mas Fê, eu juro que eu não tenho tempo para nada, minha vida é trabalhar.”

Eu acredito em você, mesmo! Só que ser ocupadíssimo também é uma escolha. Nós investimos nosso tempo naquilo que é importante para nós, por isso, se você está trabalhando  oitenta horas por semana, é porque tem alguma coisa que você queira mais do que tudo e que vai ser resultado desse tempo investido no trabalho. E assim, você está deixando de fazer outras coisas que no fundo não devem ser tão importantes assim.

2. Se eu tivesse mais dinheiro eu poderia fazer “isso”

O dinheiro sempre foi a maior desculpa para tudo na minha vida. “Não faço exercícios porque não tenho dinheiro para academia. Não falo inglês porque não tenho dinheiro para pagar um professor particular. Não mudo da casa dos meus pais porque não tenho dinheiro para pagar aluguel”. Um monte de bobagem. É claro que muita gente realmente tem um orçamento apertado. Acredite, eu já fui essa pessoa um dia. Quando pagava a minha faculdade, eu almoçava marmita para poder vender o vale refeição e muitas vezes só o que tinha na minha carteira por semanas era o vale transporte.

E justamente por ter alguma experiência sobre o que era ter uma conta eternamente negativa que eu te digo que dinheiro não é desculpa para não fazermos as coisas.

Usamos a falta de dinheiro para nos convencermos de que nossa vida não é incrível porque vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos podem tudo e os pobres não podem nada. Mas eu vou te dizer uma coisa: quer fazer exercícios? Todos os parques são gratuitos. Quer estudar uma língua? Hoje é possível fazer isso de graça na internet através de sites como o Duolingo. Quer viajar? Existem sites como o Couchsurfing em que as pessoas deixam você dormir na casa delas sem ter de pagar nada por isso.

É claro que estes são alguns pequenos exemplos, mas são coisas das quais eu mais ouço as pessoas reclamando de que não podem fazer sem dinheiro. Além disso, quando prestamos mais atenção em como gastamos nosso dinheiro, fica mais fácil de fazer com que ele não desapareça.

3. Se “isso” acontecesse, minha vida seria perfeita

Aqui o “isso” pode ser comprar uma casa, arrumar um namorado, ter um filho, ser promovido no emprego. O nosso grande problema é que o “isso”, nesse caso, nunca será suficiente. É a lei da vida. O ser humano nunca está totalmente satisfeito com o que ele tem e está sempre querendo algo mais para ser feliz. Parece que é essa coisinha que falta que nos impede de ter uma vida completa.

O problema é que, quando estamos sempre olhando para o que está por vir, deixamos de aproveitar e agradecer pelo que temos hoje. Mas eu não vou te dar o conselho óbvio da autoajuda que é viva o presente e agradeça pelo que você tem hoje.

Minha dica é: use essa necessidade que é inerente ao ser humano de sempre querer o que não tem como motivação, e não como a razão pela qual você não é feliz. Aprecie o desafio de correr atrás desse objetivo e deixe que isso te faça feliz e não que a falta “disso” te faça infeliz.

4. Eu mudaria “isso” na minha vida, se não fosse “aquilo”

Até pouco tempo atrás eu ainda morava com a minha mãe. Como ela morava na Zona Leste e eu trabalhava na Zona Sul, você que conhece São Paulo pode imaginar o inferno que era a minha vida no trânsito todos os dias. Depois que o meu pai morreu, eu passei a ajudar financeiramente em casa e conforme fui ficando mais velha, todas as vezes que alguém me perguntava porque raios eu ainda morava na Zona Leste minha primeira resposta era: “Eu adoraria mudar, mas eu ajudo a minha mãe e ela precisa de mim”. Na minha cabeça isso não era uma desculpa, era a verdade.

Quando eu finalmente decidi mudar e ir morar com o meu namorado, percebi que eu estava usando o fato de que eu ajudava a minha mãe financeiramente para mascarar o real motivo pelo qual eu nunca me mudei. No fundo, eu não sou uma pessoa que gosta de ficar sozinha. Eu gosto de chegar em casa e ter com quem conversar. Ao mesmo tempo, depois de uma certa idade não fazia tanto sentido para mim dividir apartamento com amigas. Além disso, se eu tivesse de pagar aluguel ou um financiamento imobiliário eu não teria feito nem metade das viagens que eu fiz e que só consegui pelo fato de morar com a minha mãe. Não podemos deixar que filhos, gato, cachorro, dívidas, emprego, mãe ou pai doente sejam desculpas para aliviar o fato de que não temos coragem para tomar algumas atitudes e lidar com as consequências que elas trarão para as nossas vidas.

5. Eu não vivo sem “isso”

Na maioria dos casos, sim, você vive. Parece uma bobagem, mas quando decidi que ia passar um tempo viajando algumas coisas ridículas começaram a me preocupar. Por exemplo, eu tenho alergia a lâmina de barbear, por isso sempre tive de fazer depilação. Como eu iria viver sem fazer depilação? Pois é, estou viva e não estou nem peluda, nem perebenta.

Se tem uma coisa que eu aprendi nesse pequeno período em que eu estou viajando é que para tudo existe um jeito e que nós somos completamente adaptáveis. Não existe nada com que você não vá se acostumar a viver sem, desde coisas até pessoas. Certamente podemos passar por um período de nostalgia ou saudade, mas depois de um tempo a vida se ajeita e de alguma forma compensa aquela falta.

O que nos faz ter a sensação de que “isso” é tão importante para a nossa vida ao ponto de não conseguirmos viver sem é que, muitas vezes, colocamos em coisas ou pessoas a responsabilidade da nossa felicidade.

A grande verdade é que nossa vida é feita de uma enorme lista de boas intenções que resultam algumas vezes em tentativas e muitas vezes erros. A boa notícia é que se você acordar amanhã, existe uma nova chance de tentar mais uma vez ;).

Que nunca falte fé

Posted on abr 22, 2015

A pergunta de hoje é: você tem fé? 

Independente da religião de cada um, acreditamos que é muito importante mantermos a nossa fé. Acreditar que os nossos sonhos podem dar certo e ter sempre pensamento positivo diante das dificuldades.

Esse vídeo lindo, dirigido por The Mercadantes, traz a rotina de cinco crianças de diferentes países do mundo, praticando suas religiões. Direção incrível e lições poderosas vindas do silêncio e da oração.

Aposte na simplicidade

Posted on abr 17, 2015

Nós temos verdadeira admiração por quem consegue levar uma vida simples e, ao mesmo tempo, feliz. Durante todo esse tempo de Agora Sim!, conhecemos e entrevistamos várias pessoas que dão cada vez mais valor ao desapego, ao bom humor, à humildade e, claro, à simplicidade. E o texto de hoje, mais uma vez do incrível Eugenio Mussak, fala sobre o assunto.

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Felizmente existe a ideia da simplicidade, e esta é, digamos, simples desde sua origem. A palavra é formada por duas outras de origem latina: sin, que significa único, um só, e plex, que quer dizer dobra. Ser simples significa ter uma só dobra, ao contrário do complexo, que tem várias. Imagine uma folha de papel na qual está escrita uma mensagem. Quem a escreveu dobrou a folha uma única vez e a entregou para você, que em um gesto único a abre e lê seu conteúdo. Simples!

Agora pense nessa mesma folha dobrada várias vezes, como um origami (mas sem a beleza da arte japonesa), apenas um monte de dobras que denotam a preocupação do autor em esconder o conteúdo da mensagem. Você precisará, nesse caso, dedicar-se a desfazer as dobraduras, uma a uma, até abrir a folha, que deverá, então, ser alisada, antes de expor seu conteúdo. Pois assim é a vida em todas as suas dimensões. Pode ter uma dobra generosa ou ter várias dobras desconfiadas.

Simplificar significa, então, facilitar o acesso ao que interessa, ao conteúdo dos fatos da vida, das coisas que usamos e das mensagens que queremos passar. Isso explica tudo. Aliás, a palavra explicar significa exatamente “tirar as dobras”, alisar a folha que contém nossas ideias. Só explica quem quer simplificar. Quem não quer, complica.

Simplificar significa evitar a complexidade e criar uma vida sem mistérios?

Há uma diferença fundamental entre ser simples e ser simplório. Os simples resolvem a complexidade, os simplórios a evitam. Eu conheço pessoas sofisticadas, intelectualizadas, que levam uma vida plena, realizam trabalhos difíceis, apreciam leituras profundas e têm hábitos peculiares. E continuam sendo pessoas descomplicadas. Conheço também pessoas simplórias, com pouca profundidade, que realizam trabalhos repetitivos, que têm poucas ambições, que apreciam rotinas e evitam os sustos de uma vida aventurosa. E mesmo assim são pessoas complicadas, para elas tudo é muito difícil, em geral impossível.

Não, ser simples não significa evitar o complexo, abrir mão da sofisticação, negar a profundidade, contentar-se com o trivial. Ser simples significa olhar com olhos plácidos a esfinge da complexidade e decifrá-la muito antes de correr o risco de ser por ela devorado.

Há pouco assisti a um vídeo sobre a vida de Picasso, em que ele aparece desenhando a pomba que se tornaria o símbolo adotado pelo Congresso da Paz de Paris. É inacreditável como ele fez aquele desenho, tão simbólico, com tamanha facilidade. Um traço leve e lá estava a pomba com seu ramo de oliveira. Simples como a paz.

O artista nos mostrou isso através de sua genialidade, só que esta foi desenvolvida a partir de longas horas de estudo e dedicação. Antes de ser simples, Pablo Picasso foi complexo, estudou anatomia humana, desvendou Cézanne, deformou faces, criou o cubismo, aprofundou-se em arte africana. Ou seja, levou tempo para fazer coisas simples. Aliás, foi ele mesmo que disse que “leva-se muito tempo para ser jovem”, atribuindo à leveza da juventude a maturidade de ser descomplicado.

Não há um paradoxo em construir uma vida simples em meio à vida moderna, cada vez mais exigente?

Quero falar de dois amigos, um antigo, Edson Hiroshi, e outro recente, Elkhonon Goldberg. O Hiroshi é engenheiro agrônomo e mora em Piracaia, no interior de São Paulo, o Goldberg é neurocientista e mora em Nova York. Ambos levam uma vida simples, mas de modos totalmente diferentes.

Hiroshi criou a Ecovila Clareando, uma comunidade autossustentável no interior de São Paulo que atrai gente comprometida com a natureza e com seus valores, como a sustentabilidade, sem a ingenuidade das “sociedades alternativas” de antigamente, mas tendo a simplicidade como filosofia. Ele planta e produz praticamente tudo o que precisa para se alimentar, domina as técnicas de construção ecológica e de produção de energia limpa. Mas não é um isolado, viaja, participa de congressos, dá palestras, toca violão, compõe músicas. E é alegre em tempo integral.

Goldberg é professor da New York University, onde faz pesquisas sobre o cérebro humano, e consegue falar sobre seu funcionamento de maneira compreensível. Escreveu alguns livros, entre eles O Paradoxo da Sabedoria, em que afirma que, apesar do envelhecimento do cérebro, a mente pode manter-se jovem. Seus textos são o melhor exemplo de como se pode simplificar o complexo, pois são sobre neurofisiologia, mas qualquer um entende.

Ele é simples também em sua vida pessoal. Mora a uma quadra do Central Park, e seu consultório é do outro lado da rua. Tem um mastim napolitano chamado Brit que o acompanha por onde vai, e, russo de nascimento, adora comer caviar, que ele consegue bem baratinho no importador, que é seu conterrâneo. O cientista é uma ilha de simplicidade em um mar de complexidade.

Eu não poderia imaginar vidas mais diferentes e, ao mesmo tempo, mais parecidas. O diferente fica por conta do ambiente, o semelhante por conta da postura de vida. Ambos carregam uma leveza própria das pessoas que decidiram não complicar, sem abrir mão de seus desejos, projetos, objetos, pequenos luxos, enfim, da vida normal. Pessoas assim, que fazem a opção da simplicidade, têm alguns traços comuns. Identifico cinco deles:

• São desapegadas: não acumulam coisas, fazem uso racional de suas posses, doam o que não vão usar mais.

• São assertivas: vão direto ao ponto com naturalidade, mesmo que seja para dizer não, sem medo de decepcionar, não “enrolam” nem sofisticam o vocabulário desnecessariamente.

• Enxergam beleza em tudo: em uma flor no campo e em um quadro de Renoir; em uma modinha de viola e em uma sinfonia de Mahler; em um pastel de feira e na alta gastronomia.

• Têm bom humor: são capazes de rir de si mesmas e, mesmo diante das dificuldades, fazem comentários engraçados, reduzindo os problemas à dimensão do trivial.

• São honestas: consideram a verdade acima de tudo, pois ela é sempre simples e, ainda que possa ser dura, é a maneira mais segura de se relacionar com o mundo.

Ser simples, definitivamente, não é abrir mão de nada. É possível apreciar o conforto, a sofisticação intelectual, as artes, o prazer da culinária, a aventura das viagens e continuar sendo simples.

Pois ser simples não é contentar-se apenas com o mínimo para manter-se fisicamente vivo, uma vez que não somos só corpo, também somos imaginação, intelecto, sensibilidade e alma. E esta última é, sim, simples, mas não é pequena, a não ser, é claro, que a pessoa queira. Nesse caso, não há mesmo então o que fazer.

 

Fonte: Vida Simples

Você e suas escolhas

Posted on abr 15, 2015

Você já parou pra pensar sobre o está fazendo da sua vida? Se está sabendo aproveitar o seu tempo para se dedicar a tudo o que te faz bem? O texto de hoje (excelente, por sinal!) é do Eugenio Mussak e nos ajuda a entender por que somos responsáveis pelos caminhos que escolhemos.

Era o começo dos anos 1980. Eu, muito jovem, já tinha conseguido alguma independência e gostava de pensar que mandava em meu próprio nariz. Naquelas férias, viajei com amigos para os Estados Unidos e, uma vez lá, propus que visitássemos um dos símbolos do capitalismo e do american way of life: Las Vegas.

Saímos de carro de Los Angeles para uma viagem de cerca de quatro horas, em que se cruza a Califórnia por uma estrada perfeita, passando por pequenos povoados, inclusive a cidade fantasma de Calico, onde se espera ver um duelo na frente do saloon. De repente, após cruzar o deserto de Mojave, estamos em Nevada e, quando menos se espera, já se avistam as torres dos hotéis da Strip, no meio do nada. Las Vegas pulsa com luzes, pecados, risos, esperanças e desesperos. Em 2011, completou 100 anos de existência essa cidade artificial, construída no deserto do sonho norte-americano, para ser a capital dos prazeres.

Mas o que estaria eu, que não gosto de jogar nem palito, fazendo naquele lugar? Meus amigos não sabiam, mas o que eu queria mesmo não era ficar apostando fichas na mesa de black jack, e sim assistir a um show no lendário Golden Nugget, porque Las Vegas não é feita só de jogos, mas também de grandes espetáculos. O artista? Ele. A Voz. Frank Sinatra.

E Sinatra não decepcionou. Cantou Fly Me to the Moon, Strangers in the Night, New York, New York, fazendo o imenso teatro quase levitar; e de repente atacou uma música que mexeu comigo de um jeito que eu não esperava: My Way.

“I’ve lived a life that’s full/ I traveled each and every highway/ And more, much more than this/ I did it my way”…

A música, adaptada por Paul Anka da francesa Comme d’Habitude, é o desabafo de um homem que confessa que viveu intensamente, amou, viajou, riu, chorou e sabe que, em alguns momentos, mordeu mais do que podia mastigar. Mas de nada se arrepende, pois tem a consciência de que, tudo que fez, fez porque quis e, acima de tudo, fez como quis. “Fiz do meu jeito”, insiste – I did it my way.

O impacto sobre meu ser foi forte porque eu tinha duas dúvidas que ficaram mais fortes depois que eu refleti sobre a música. A primeira é se eu estava conduzindo minha vida do jeito que eu queria. A segunda é se, afinal, eu sabia que jeito era esse.

Autonomia e significado

Pelo menos uma coisa eu sabia: eu queria conduzir minha vida com base em minhas verdades (seja lá o que for uma verdade), e não baseado na dos outros, o que é uma empreitada e tanto.

Nietzsche costumava perguntar: “Você viveu sua vida? Ou foi vivido por ela? Escolheu-a, ou ela escolheu você? Amou-a ou a lamentou?” E, quando lhe pediam conselhos, o alemão dizia: “Não posso lhe ensinar como viver de forma diferente, pois, se o fizesse, você continuaria vivendo o projeto de outrem, e não o seu próprio”. Ter um projeto próprio é uma busca demasiadamente humana. Mas… como?

A quantidade de influências que recebemos ao longo de nossa vida, com pessoas procurando nos moldar e nos transformar em uma espécie de replicantes, é imensa. E não há erro aparente nisso, pois qual é o pai que não quer o bem para a vida de seu filho e, nessa busca, acaba influenciando suas escolhas e seus caminhos?

Mas um pai não pode viver de novo sua vida por meio de seu filho. Ele pode orientar, alertar, ensinar, mas não viver a vida do filho, ou pelo filho. Dar raízes e asas, esse é o grande desafio da paternidade. Mas não é fácil, eu sei. É difícil lembrar que cada um nasce para viver sua própria vida.

E os professores? Qual o professor que não cumpre sua missão de educar mostrando qual seria a boa trilha a seguir pela vida? Educar é influenciar, não tem jeito. Mas educar é, ou deveria ser, acima de tudo, ensinar a pensar, e o pensamento com qualidade conduz, ou deveria conduzir, a duas lições que são as mais belas que um jovem pode aprender: a autonomia e o significado.

Ser autônomo significa fazer suas próprias escolhas e assumir responsabilidade por elas. Não quer dizer, cuidado, que se possa fazer o que se quer, atender a seus desejos desconsiderando totalmente as expectativas dos outros, do mundo. Autonomia é razão lúcida, equilíbrio, e pressupõe responsabilidade, maturidade, disposição para assumir seu destino. A razão emancipada nega a tutelagem e a subordinação. A razão esclarecida é a razão absoluta da autodeterminação.

E ter significado quer dizer estar conectado com uma atividade que faça sentido, que nos dê a certeza de que estamos no caminho certo, fazendo o que gostamos e que aquilo que fazemos torna o mundo melhor.

Mesmo sem saber, à medida que amadurecemos, buscamos, às vezes desesperadamente, essas duas grandes conquistas: a autonomia e o significado. Autonomia para gerir sua própria vida e significado para sentir prazer em viver. Enquanto a autonomia garante minha liberdade de escolher, o significado me dá a certeza de que estou vivendo a vida que eu quero viver. Do meu jeito.

Naturalmente, o jovem é levado a providenciar, em primeiro lugar, a autonomia. Pagar suas contas, garantir sua sobrevivência, não depender mais de seus pais nem de ninguém. E isso está certo, pois quem continua dependente jamais caminhará com suas próprias pernas. O problema é que às vezes, na pressa pela autonomia, acabamos presos a um sistema que não nos faz felizes. E é nessa armadilha que se encontra o grande inimigo do my way.

Conheci, recentemente, um jovem nem tão jovem assim, beirando os 40, que desabafou comigo, dizendo: “Eu queria ser músico, mas virei contabilista. Eu queria viajar pelo mundo, mas nunca saí da cidade. Eu queria ter meu próprio negócio, mas fui trabalhar em um banco”.

Em primeiro lugar, é necessário dizer que não há nada de errado em estudar contabilidade, morar sempre na mesma cidade e trabalhar em um banco. Mas tem que ser por escolha. Conheço contabilistas felizes e músicos angustiados. Funcionários serenos e empreendedores estressados. Há de tudo. Em todos os caminhos. O que fica claro, estampado no rosto, transbordante pelo olhar, é a satisfação de estar fazendo o que se escolheu fazer.

O preço a pagar

Bem-vindo ao mundo real, em que o caminho é representado por um dilema: sem autonomia não posso lutar por aquilo que tem significado para mim, e sem trabalhar com significado dificilmente atingirei a verdadeira autonomia.

Eu percebi isso analisando minha própria história e a de outros. E também observando a vida, lendo livros e poemas, apreciando arte. Na estação Montgomery do metrô de Bruxelas, por exemplo, não é possível não se emocionar com a decoração feita por um dos mais importantes artistas belgas, Jean-Michel Folon. Pode ser que seja só comigo, mas Folon me faz refletir sobre meu caminho e meu jeito de segui-lo.

Em seu quadro chamado Foule II, pessoas caminham como se estivessem hipnotizadas, seguindo por uma espécie de corredor, com comportamento de manada, e algumas setas sinalizam os caminhos que devem seguir.

Entretanto, em suas cabeças, grandes olhos brilham como luminosos, na expectativa de encontrarem seus próprios caminhos. No Yes to Freedom, um pássaro senta sobre a mão e aponta para o coração de um homem que tem uma gaiola na cabeça. No Un Monde, um menino senta-se pensativo e há um mundo em sua cabeça, querendo transbordar.

Folon foi, para mim, o Sinatra dos pincéis. Ambos me fizeram pensar sobre as imensas possibilidades dos campos da vida e sobre minha responsabilidade em construir meu caminho nessa paisagem. A história de um homem depende dele mesmo e depende também do mundo. Há os que creditam a construção de sua história apenas ao mundo. Estes são deterministas. Há os que acreditam só em si mesmos. Estes são os possibilistas. E há os que confiam em seu discernimento para seguir a vida, mas não desconsideram o efeito do mundo, do acaso. Estes são os estrategistas.

Ser como se quer ser. Ousar sonhar seu próprio sonho. Ouvir os outros, mas depender apenas de si mesmo para tomar as decisões. Estas são as qualidades daqueles que dizem que vivem sua própria vida, e não as dos outros. Como diz Renato Teixeira em seu Tocando em Frente, que compôs com Almir Sater: “Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, e ser feliz”.

Ao meu amigo contabilista eu quero dizer que nós precisamos que ele faça com que este mundo tenha o mínimo de organização. Imagine este planeta só com artistas e poetas. Quem colocaria ordem na casa? Por favor, organize o mundo, aplique as leis, crie estratégias de fluxo de caixa, faça as colunas de débitos e créditos fazerem as pazes entre si. Sem isso, o caos tomaria conta e a barbárie voltaria.

Seja um contabilista, mas seja o contabilista que você quer ser. Do seu jeito. Aliás, quando se fala em artes e artistas, eu me pergunto: quem é mais artista? Aquele que faz arte ou aquele que faz o que não é arte parecer arte? Cada vez mais aposto no segundo. Trata-se da arte de quem desenvolve a capacidade de fazer de seu jeito, por isso faz bem. Com autonomia e com significado.

Fonte: Vida Simples